HOMENS E ENGRENAGENS DE ERNESTO SÁBATO

Posted: 7 de Outubro de 2012 in OUTROS ARTIGOS
Texto 1 – HOMENS X MÁQUINAS

 

   O homem no Universo se sente estrangeiro, sem lar e interroga-se sobre si mesmo ( quem sou? de onde sou?)   Assim, somos nós, no nosso tempo, onde nos sentimos só e angustiados no meio do grande Universo em que vivemos.   Chegou a hora de abandonar o século XIX,( máquina a vapor,…) no qual, todos os males da humanidade seriam resolvidos pela ciência e pelo progresso das ideias. O socialismo era valorizado, romântico, respeitado.   Enquanto isso, o século XX esperava como um assaltante noturno a espionar um casal de namorados um tanto brega, com suas mudanças mecanizadas, o fim do liberalismo econômico, a desesperança e o medo.   Frente ao caos capitalista, surgiu o movimento socialista, que logo escolheu o que queria combater: a ciência e a máquina se converteram em deuses tutelares.   Gigantesco paradoxo ” a desumanização da humanidade”. Esse paradoxo, na atualidade trouxe trágicas consequências: o dinheiro e a razão. Com eles o homem conquista o poder de século a século.   A história do crescente domínio do homem sobre o universo sempre foi a história das sucessivas abstrações.   O homem por mais que tenha aparência de humano, com voz e emoção, olhos e prantos, é na verdade, a engrenagem de uma gigantesca maquinaria anônima.   A grande maquinaria seguiu em frente, desolado, o homem se sentiu por fim em um universo incompreensível, cujos objetivos desconhecia.   A solidão da criatura humana só se vê nessa civilização mecanista, onde o homem não tem valor.

Texto 2 – O UNIVERSO ABSTRATO

A partir do descobrimento da América, a ação do capitalismo e da ciência domina o mundo inteiro.     O ouro para eles é “tudo”, através disso, até almas se pode encaminhar ao paraíso, ou seja, tudo se compra.

   Seu contemporâneo Leonardo escreve: ” Oh miséria humana, a quantas coisas te submetes por dinheiro…”
   À medida que o capitalismo se desenvolve, seus instrumentos se tornam maiores e mais fortes.
   O relógio: Antes, quando se sentia fome, dava-se uma olhada no relógio para ver que horas eram. Agora, o consultamos para saber se temos fome. Com a internet, nossa comunicação acontece em frações de segundos, o que antes, por  carta demoraria dias, até semanas.
   Portanto, os teóricos do mecanicismo sustentaram que a máquina, ao liberar o homem das tarefas manuais, deixaria mais tempo livre para as atividades do espírito. Isso era na teoria, pois, na prática, as coisas acontecem ao contrário, cada dia estamos mais apressados e dispomos de menos tempo.

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